quarta-feira, 16 de março de 2011

A falácia do Islã

A falácia do Islã


Seduzindo jovens de todas as faixas etárias, o islamismo tem reunido milhares de adeptos mundo a fora. Com preceitos totalmente antí-bíblicos e, até mesmo, anti-humanos, o islã tem criado verdadeiras armas ambulantes. Veja ao final do vídeo o jovem justificando-se à pergunta inquiridora da entrevistadora, em seu pensamento, ele irá ser recebido no paraíso por ter trucidado os infiéis. Ah! Quanta lavagem cerebral!

Quanta diferença entre a Bíblia - a verdadeira Palavra de Deus, com o Corão - as escrituras do islamismo. Enquanto a Bíblia contêm em sua páginas Sagradas mensagens de amor e salvação por meio da obra redentora de Jesus Cristo, o Corão registra mais a palavra guerra e ódio em detrimento da palavra amor. 

Pensemos nisso, será que estamos fazendo pela verdade aquilo que os islâmicos fazem pela mentira? 

Cordialmente,

Weder F. Moreira

sexta-feira, 11 de março de 2011

Família - Régis Danese



Família - Régis Danese

Nos últimos anos, nada foi mais atacado do que a família.
Em todos os meios de comunicação, sem nenhuma exceção, a pauta principal é levar, tendenciosamente, a libertinagem familiar. "Eu caso, se der certo bem, senão, largo". Frases como essas são ressonantes nos dias atuais. No meio artístico é louvável aqueles que se casaram e se separaram várias vezes, claro, dá mais ibope, não é mesmo?!
Todavia, nós sabemos que isso tudo é armadilha do nosso inimigo, pois ele quer, a todo custo, destruir a sociedade e para isso preciso destruir o cerne dela, a família.
Por isso, o louvor acima, explicita algo fundamental para nós cristãos que temos nossas famílias estruturadas, algo que devemos fazer sempre: agradecer a Deus por nossa família estar nas suas mãos.
Louvemos a Ele!

Cordialmente,

Weder F. Moreira 

sábado, 5 de março de 2011

Introdução Bíblica – Inspiração das Sagradas Escrituras - Síntese

Introdução Bíblica – Inspiração das Sagradas Escrituras - Síntese





Inspiração Bíblica: Definição, características e relações
Desde há muito tempo, as Sagradas Escrituras tem sido alvo de milhares de questionamentos a cerca de sua inspiração, bem como de sua validade e autoridade.
A grande pergunta que persiste ao longo dos séculos é: a bíblia é ou não é a Palavra de Deus?
Neste estudo iremos aprender como se deu a inspiração bíblica, bem como sua definição, característica e relações, veremos também algumas teorias e correntes de pensamentos teológicos a cerca do assunto.


Inspiração: Etimologia e Conceito
Inspiração vem da palavra grega theópneystos, que significa soprado por Deus.
Como conceito teológico, essa palavra diz respeito à intervenção divina no processo de transmissão escrita da vontade de Deus, conferindo aos textos sagrados o ar de sobrenaturalidade que lhes são peculiares.
É, portanto, o ato do Espírito Santo de usar o escritor sagrado, divinamente escolhido, para que este transcreva a mensagem do Senhor.


As características fundamentais da inspiração
Três características fundamentais são apresentadas como marca digital nos textos inspirados, são eles: a fonte divina, o ser humano como instrumento e a autoridade que repousa no texto original.

1 – Fonte divina
Deus é a fonte. A Bíblia tem como fonte Deus, é Ele que por intermédio dos patriarcas, profetas e discípulos, falou aos homens. Ele é a origem.

2 – O ser humano
Foi o canal de transmissão na qual Deus escolheu. Deus como ser supremo e ordeiro, respeitou o seu canal de transmissão, Ele não violentou a consciência do homem, mas considerou a experiência, sabedoria, vocabulário e estilo literário de cada escritor.


3 – A autoridade do texto
Se a fonte do texto é Deus, e se por intermédio dos escritores, homens inspirados pelo Espírito Santo, podemos concluir que o texto detém autoridade diante de questões doutrinárias e éticas, são aptas para conduzir o homem para um relacionamento digno com Deus.
O texto, portanto, detém a autoridade e não o escritor.


Inspiração e revelação
Inspiração e revelação são coisas distintas.
Inspirar quer dizer o ato de Deus conduzir o escritor para que este registre de maneira inerrante as verdades de Deus.
Revelar é o ato na qual Deus utiliza para se desvendar-se a Si mesmo diante dos homens através de sua Palavra escrita.


Inspiração e Iluminação
Inspiração e iluminação estão estritamente ligadas. Iluminação é a capacidade que Deus nos concede de entender e compreender Sua Palavra. Vale lembrar que este conceito está ligado a outras duas situações distintas dessa, veja uma delas:


1 – Percepção profunda da religiosidade de sua época, iluminação essa que dava condições para compreenderem o que Deus desejava que fosse escrito.


Inspiração e o propósito da revelação
“... que todos os homens se salvem, e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” (I Tm 2.4).


Teorias que tentam divergir da inspiração das Sagradas Escrituras

Teoria da Acomodação
Acomodar o texto sagrado aos acontecimentos do dia a dia.


Teoria da Contradição
Essa teoria diz que a Bíblia não é inspirada, pois há nela afirmativas que se contradizem. Todavia, vemos que estes supostos erros são, em sua grande maioria, erros de interpretação.

Teoria da Ignorância
A Bíblia, em nenhum momento esconde a condição cultural e intelectual dos escritores sagrados.
Segundo os proponentes dessa teoria, a inspiração e a inerrância são um paradoxo.
Pois, se os escritores sagrados são, em sua maioria, iletrados, seria impossível redigirem textos isentos de erros.

Teoria do Conflito
Afirmam que, de um lado temos o Senhor Jesus, conhecedor profundo dos mistérios de Deus e magistralmente além do Seu tempo, e, do outro, os apóstolos e discípulos, mergulhados na ignorância e tendentes as errôneas tradições dos judeus.
Concluem, então que, os autores da Bíblia, à exceção de Jesus, não poderiam redigir textos isentos de erros, uma vez que eles estavam propensos aos mesmos.






Inspiração: particularidades e provas
Sabemos que os manuscritos que temos hoje são cópias de cópias, haja vista que os originais se perderam durante os séculos. Todavia os escribas – indivíduos que copiavam o texto dos originais – exerceram de forma séria e ortodoxa a execução das cópias.


Inspiração dos autógrafos e cópias
A descoberta dos manuscritos do mar morto é, indubitavelmente, uma prova cabal a cerca da confiabilidade das cópias das Sagradas Escrituras.
Em 1947, nas montanhas de Qumran, nas proximidades de Jericó, foram encontrados vários manuscritos que confirmam que as cópias atuais são de procedência confiável.
Para se ter uma noção, dos vários manuscritos encontrados ali, o livro de Isaías – encontrado por inteiro – é igual ao que temos hoje, contendo apenas 17 letras diferentes da nossa Bíblia atual. Sendo que essas 17 letras não influem no texto de um modo geral.


Fidelidade do conteúdo
Os copistas desenvolveram técnicas a fim de prezarem cada vez mais pela fidelidade do conteúdo dos originais. Contavam as palavras copiadas, as letras, objetivando a integridade das cópias. Entretanto, surgiram ao longo desses processos erros não intencionais.


Os erros de transcrição
Apesar do cuidado dos copistas, no decorrer do tempo foram surgindo erros nas copas.
São erros pontuais e não intencionais. Estes não prejudicam de modo grave o texto Sagrado. São eles resultados dos longos períodos de transcrição que tinham que fazer.
Exemplo: I Reis 4.26 e II Crônicas 9.25. Qual o verdadeiro 4 mil ou 40 mil?
O erro era proveniente de três motivos: primeiro, ilegibilidade de alguns textos devido ao tempo, palavras ortograficamente mal escritas ou distração dos copistas.


Mediante isso, podemos perguntar: as cópias também são inspiradas? A resposta é clara e objetiva. Não! A inspiração sobrenatural do Espírito Santo de Deus operou-se apenas nos originais. Ou seja, somente nos autógrafos que a inerrância é plena. As cópias dependem de sua fidelidade aos originais. Se a cópia for fiel ao texto original, então temos o que chamamos de inspiração reflexiva, ou seja, inspiração que é refletida pela fidelidade ao texto original – que é o inspirado autêntico.


A Bíblia e o testemunho de Si mesma
São chamadas de evidências internas, pois são evidências que estão dentro da Bíblia.
II Tm 3.16; II Pe 1.21.


Provas da inspiração Bíblica
As declarações que a própria Palavra faz de Si mesma é, inquestionavelmente, coesa.
Ambos os testamentos reivindicam a autoridade máxima. “Assim diz o Senhor”; “e disse Deus”; “os mandamentos de Deus”; “nas palavras que o Espírito ensina”.
As afirmações feitas por Jesus constituem-se também uma forte prova da inspiração e autoridade da Bíblia. Portanto, acreditar em Jesus e questionar a Bíblia é ilógico e inadmissível. Mateus 5.17 e 18.
A profecia Bíblica é, nos dias atuais, a maior arma dos defensores da Palavra de Deus. Pois esta se constitui uma grande base, haja vista a exatidão do cumprimento e a capacidade de prever o futuro. Concluímos então que devemos estudar a fundo as profecias.
Existem também as evidências externas, que são aquelas que buscam comprovar a autoridade bíblica nos meios mais diversos, como por exemplo, a arqueologia. Vários achados arqueológicos estão comprovando as Sagradas Escrituras
A História da Igreja também comprova a inspiração bíblica. Teólogos e filósofos do século I d.C. confiaram na inspiração da Palavra.

Inspiração do Antigo Testamento
Os profetas eram muitíssimos respeitados, como foram eles, em sua maioria que escreveram o Antigo Testamento, compreende-se que escreviam sob autoridade e inspiração do Espírito Santo. Essa é única explicação para os milagres que eles operavam por intermédio de Deus. Os ministérios desses profetas idôneos estavam e estão acima de qualquer dúvida.


Os profetas e a rede seqüencial redativa
Esses profetas escreviam como que fazendo parte de uma espécie de rede seqüencial redativa, ou seja, cada um deles dava continuidade à redação feita pelo seu antecessor imediato.


A inspiração do Novo Testamento
Acredita-se que a inspiração do Novo Testamento, esteja profundamente ligada a poderosa transformação no dia de Pentecostes. Pois, sob a graça do Espírito Santo, os autores escreveram aquilo que Deus gostaria que eles escrevessem.


A igreja e as evidências da inspiração do Novo Testamento
As comunidades cristãs primitivas encaravam os textos do Novo Testamento como sendo de plena inspiração e autoridade.


Os pais apostólicos e as evidências da inspiração do Novo Testamento
A maneira como os pais apostólicos encaravam e tratavam o texto também comprava a inspiração bíblica. E com o elo ininterrupto entre os apóstolos do Novo Testamento e outras gerações, tem-se uma grande base para essa aceitação.


Inspiração bíblica e as diversas teorias
Existem três grandes movimentos teológicos que versam sobre vários assuntos. São eles: o ortodoxo, o modernista ou liberal e o neo-ortodoxo.


O movimento ortodoxo
Teve início nos primórdios da igreja, surgiu para combater a oposição imposta pela religião judaica e os diversos movimentos heréticos.
Esse movimento defende que a Bíblia é a Palavra de Deus e plenamente inspirada. Sendo ela a fonte primordial para nossas vidas. Acreditam eles que a Bíblia é verdadeira e fiel a tudo quanto diz.
Período patrístico: quando a filosofia na Idade Média era desempenhada por padres que buscavam na filosofia meios de salvar almas pelo apelo da razão.
Período escolástico: Após a influência dos bárbaros na cultura do império Romano, Carlos Magno resolveu, em parceria com a Igreja Católica, contratar padres para lecionar matérias para resgatar a cultura novamente.

O movimento liberal ou modernista
Surgiu no século XVIII, mas ganhou força no século XIX. Com pressupostos anseios de modernizar algumas doutrinas obsoletas do movimento ortodoxo, o liberalismo teológico concretizou-se como uma grande praga. Alegando que a Bíblia não é plenamente inspirada, e que também não é a Palavra de Deus, mas há contem. Acreditavam que a Bíblia tinha muita influência dos mitos e lendas judaicas. Segundo esse movimento, a Bíblia só não contém erro nos assuntos ligados a salvação, entretanto, em outras partes “secundárias” elas contem erros.


O movimento neo-ortodoxo
O movimento neo-ortodoxo surgiu no século XX para rebater os erros do liberalismo, resgatar e impor mais severamente as doutrinas ortodoxas. São proponentes dessa corrente teológica Karl Barth, Rudolf Bultmann e etc..
Acreditam que a Bíblia é inspirada a partir do momento que o homem busca se aproximar de Deus.
Demitizante: teoria desenvolvida pelo teólogo existencialista Rudolf Bultmann, que diz que a Bíblia por conter muitas influências de mitos e lendas, devia ser demitizada, ou seja, deveria ser despojada desses equívocos para ser inspirada.
Encontro pessoal: teoria desenvolvida por Karl Barth, dizia que a Bíblia é a Palavra de Deus à medida que o leitor tenha um reencontro com o Sagrado, que está registrado na Bíblia.
* Existencialismo: doutrina que dá ênfase na existência do homem e não em sua essência. Prioriza os viver aqui e desfrutar bem, do que com questões metafísicas, ou seja, transcendentes, como por exemplo, a alma.

Falsas teorias a cerca da inspiração bíblica
Existem várias teorias que tentam explicar como se deu a inspiração das Sagradas Letras, vejamos algumas:

Teoria da inspiração natural
Ensina que a Bíblia foi escrita por homens dotados de gênio e força intelectuais especiais como Sócrates, Camões, Rui Barbosa. Esta teoria nega o sobrenatural de Deus.


Teoria da inspiração comum
Ensina que a inspiração é a mesma de hoje, que nos vem quando oramos, ensinamos e pregamos.
Essa teoria peca no sentido de equiparar a inspiração normal a inspiração bíblica. Pois, a inspiração que o Espírito nos concede hoje é dada conforme a medida de busca de cada crente, ao posso que a inspiração bíblica não admite essa inspiração gradual. A da Bíblia era temporária.


Teoria da inspiração parcial
Ensina que algumas partes da Bíblia são inspiradas outras não.


Teoria do ditado verbal
Ensina que a inspiração é somente quanto às palavras, ou seja, o escritor não tinha espaço para seu estilo. Essa teoria encara a inspiração como sendo um ato mecanizado, pois esta teoria faz com que os escritores fossem verdadeiras máquinas que escreveram sem qualquer noção.


Teoria da inspiração das idéias
Diz que Deus inspirou as idéias, mas não as palavras. Ora, o que é palavra senão a expressão do pensamento?! Ninguém pode separar idéia de pensamento. Estão intrinsecamente ligadas.


A teoria da inspiração plenária
Essa teoria baseia-se em dois fundamentos: a verbalidade e a totalidade.
Verbalidade no sentido de que é por pensamento e palavra.
Totalidade no sentido de que é em sua plenitude, de Gênesis a Apocalipse, em todas as páginas e em todos os assuntos. Encaramos essa teoria como a verdadeira.
Acreditamos que em todos os assuntos, sejam eles históricos, científicos, geográficos e etc. a Bíblia é a palavra certa e verdadeira.
Nessa teoria entendemos que a consciência de cada escritor foi preservada, bem como seus conhecimentos e estilo.
Essa teoria deixa clara que após a finalização do último livro da Bíblia, encerrou-se a inspiração sobrenatural, ou seja, nenhum escritor tornou-se super santo, compreende-se que após a inspiração sobrenatural eles voltaram a ser como eram antes, sujeito aos erros como todos os homens. Já mencionamos que a infalibilidade não se encontrava nos escritores, mas sim no texto.


Essa síntese, foi ministrada por mim na aula do curso teológico do IBAD, núcleo de Ituverava, sub-núcleo de Guará.

Weder F. Moreira

quinta-feira, 3 de março de 2011

A graça divina nos fez sorrir

A GRAÇA DIVINA NOS FEZ SORRIR

Por Antonio Adson


É glorioso meditarmos sobre a graça de DEUS, graça esta que foi manifestada abundantemente, trazendo em suas asas salvação a todos os homens (Tt 2:11), satisfazendo assim o desejo do CRIADOR, pois "...quer que todos os homens se salvem..."; é maravilhoso entendermos que DEUS se compraz em trazer alegria ao coração do homem (SL 4:7; IS 12:3-6; LC 2:10; RM 14:17).
Se o pecado traz as mais terríveis agruras ao coração humano, a graça divina o faz sorrir, ela nos refrigera a alma (SL 23:3), produz em nossos lábios um novo canto, um hino de louvor e adoração ao nosso DEUS (SL 40:3).
Quem tem um encontro com a graça divina jamais almeja a velha vida outra vez, por ela, sem merecermos, alcançamos o que era impossível obtermos: a salvação (EF 2:8).
Ela vem até nós miseráveis pecadores, trazendo perdão e misericórdia. Se quisermos ser libertos do pecado, recorramos pois a graça (RM 6:20). Se desejamos crescer em CRISTO, não devemos rejeitá-la(2PD 3:18), ela é a água para alma sedenta (PV 25:25).
São inumeráveis os testemunhos registrados nas sagradas escrituras e também no curso da história de vidas que tiveram um encontro com a graça de DEUS. O que dizer de Maria Madalena? Sem esperança alguma na vida, mas foi alcançada pela graça. Que dizer de Bartimeu? Do homem de Gadara? Do malfeitor da cruz? Que dizer de nós? É algo realmente glorioso, proclamamos, pois esta graça aos perdidos, para que assim como nós venham sorrir também.


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Parábolas Mateanas: Uma Síntese

Parábolas Mateanas: Uma Síntese



Os Fundamentos


Jesus conclui a exposição do Sermão do Monte com uma última ilustração conhecida como a Parábola dos Dois Alicerces ou Fundamentos (Mt 7.24-27). Esta ilustração exortarva o povo a praticar os ensinos de Jesus (v.28). A parábola classifica dois tipos de ouvintes e alicerces. O primeiro é o ouvinte sensato, no original “o que age com sabedoria”, a mesma palavra para “prudente” em 10.16 (phronimos). Este edifica a sua casa sobre a rocha. O segundo, que edifica a sua casa sobre a areia, é o insensato, no original, “estulto”, “que age sem refletir” (mōros). O termo é traduzido por “louco” em 5.22, e entre os judeus, chamar alguém de mōros era uma ofensa grave, passível de juízo. Porém, o termo é usado nesta ilustração para ressaltar a distinção entre o ouvinte prudente e o insensato, entre aquele que ouve e pratica e o que ouve, mas não pratica.


Cristo o tesouro incomparável


Uma leitura atenciosa do capítulo 13 de Mateus revela sete parábolas dispostas tecnicamente a fim de transmitir todo o impacto da mensagem do Reino. Três parábolas tratam das pessoas (semeador, trigo e rede), e quatro da natureza do Reino (grão, fermento, tesouro, pérola).
A parábola do semeador, discorre sobre quatro tipos de ouvintes (13.3-9; 18-23). As do trigo e do joio (13.24-30; 36-43), e da rede (13.47-50), do caráter dos ouvintes. Todavia, a do grão de mostarda e do fermento, do crescimento misterioso do Reino à parte de seu ínfimo início (13.31-35). As parábolas do tesouro escondido e da pérola argumentam do valor do reino e da racionalidade em escolhê-lo (13.44-46). A comparação do Reino aos elementos básicos do cotidiano no tempo de Jesus como o trigo, o grão, e o fermento, contrastavam com a riqueza e glória do reino esperado pelos judeus – malkût Iahweh. Contudo, a glória do Reino dos céus não está em seu princípio, mas no seu final glorioso (v.43) e na alegria dos seus participantes (v.44).

Lançai a Rede


A Parábola da Rede reafirma o tema ético e escatológico tratado na do Trigo e do Joio. Ao considerarmos a dimensão ética, observamos que Jesus atenta para a existência de um corpo misto na comunidade do Reino: Trigo e joio, peixes bons e maus (Mt 13.25,48). Os “peixes bons” são inevitavelmente os “filhos do Reino” representados também pelo “trigo”, enquanto, os “peixes maus” são os “filhos do Maligno” ou “joio”. A figura do “campo” e do “mar” são ilustrações semíticas do mundo, enquanto o que se colhe deles representa os seus habitantes (Mt 13.37; Dn 7.3; Ap 13.1). O teor ético do ensino se estende ao juízo comunitário. Este resulta da constatação da mistura entre bons e maus, de “toda qualidade de peixes”. Portanto, o tema do julgamento acha-se implícito na parábola, bem como em todo o evangelho de Mateus (Mt 7.1-5). Jesus admoesta-nos a uma atitude cautelosa na hora de julgar, de discriminar entre bons e maus (Mt 13.18-29). A transição do ético para o escatológico ocorre quando o Mestre garante a devida separação e a justa retribuição na “consumação do mundo” (v. 40), ou “consumação dos séculos” (v.49).


Ser Compassivo


A Parábola do Credor Incompassivo (Mt 18) compara o Reino dos Céus a um monarca que convoca os devedores do reino para um acerto de contas. O contexto (vv.15-22) explica o propósito da ilustração que, por estilo inverso, ressoa a Oração Dominical: perdoar a ofensa alheia assim como somos perdoados por Deus (Mt 6.12; 18.23-30). Na Oração dirigimo-nos a Deus conforme o tratamento dispensado ao outro: “perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores”. Nesta, o nosso relacionamento com o outro deveria ser proporcional ao do Senhor para conosco. Em Mateus 6, a relação é eu-outro e Deus, enquanto em Mateus 18, Deus-eu e o outro. Na primeira, somos perdoados por Deus conforme o indulto que concedemos ao outro (causa imanente). Na segunda, devemos perdoar o próximo conforme somos perdoados por Deus (causa transcendente). Os dois ensinos se completam e formam um ciclo contíguo de causa e efeito condicionais: se perdoo o outro sou absolvido da culpa por Deus; se Deus me perdoa, não devo imputar ao meu próximo a sua falta.


Trabalhemos aguardando não mais do que a justa retribuição


A Parábola dos Trabalhadores situa-se no final do ministério de Cristo na Pereia. Entre os temas tratados encontra-se o divórcio (Mt 19.1-12) e o perigo das riquezas (Mt 19.16-20.16). Este último, com um refrão admoestador em 19.30: “Porém muitos primeiros serão derradeiros, e muitos derradeiros serão primeiros”, serve de fundamento para o capítulo 20, que nos versículos 8, 16 e 27 ressoa a fórmula com a ordem invertida. A discussão com o jovem rico suscitou o tema da hierarquia no Reino dos Céus, em que os “primeiros” referem-se aos judeus legalistas e ricos, enquanto os “últimos” aos pecadores e pobres da comunidade (19.19). Na Parábola dos Dois Filhos (Mt 21.28-32) o tema é retomado na oposição entre “primeiro”(pecadores) e “segundo” (líderes judeus), e, na Parábola dos Trabalhadores, nos que são recrutados entre a primeira até a hora undécima. Os judeus abastados e legalistas achavam que na manifestação do reino Messiânico ocupariam as primeiras posições em detrimento aos publicanos e pecadores. Todavia, Jesus ensina que a justiça divina não se baseia na exata retribuição das capacidades (Mt 20.10), mas na misericordiosa e justa atenção às necessidades do próximo (v.9,13). Os “últimos” aceitaram humildemente o trabalho, confiando na bondade do vinhateiro, enquanto os primeiros, no desempenho das suas capacidades. A justiça humana é distribuitiva, mas a divina, misericordiosa.


O Filho Arrependido


A Parábola dos Dois Filhos é singular dentro das narrativas do ministério terreno de Jesus Cristo. O contexto desta tem como cenário a aproximação da Páscoa (Jo 11.55-12.1,9-11; 12; Mc 11.1-11; Mt 21.1-11; Lc 19.29-44, etc.) e o término do Ministério Público de Jesus – são os seus atos e palavras na semana de sua crucificação. Os líderes judeus, inconformados com a entrada triunfal de Jesus, questionam a autoridade com que ele realiza os milagres (v.23). Diante de sua morte iminente, Jesus altera a direção de seu discurso (Mt 20.18). Antes as parábolas serviam para ocultar o ensino do Reino dos mestres judaicos, agora, ousa dar-lhes a explicação, afrontando-os (vv.31,32). Os líderes da religião judaica são o “segundo filho”, que promete, mas não cumpre, enquanto, os pecadores são o “primeiro filho”, que se negam a ir, mas depois vão. O segundo filho é hipócrita (23.13s.), incrédulo e obstinado (v.32), o primeiro sincero, crédulo e arrependido (v.29).


Sentença Contra a Religião Oficial

Os capítulos 21, 22 e 23 de Mateus são os discursos mais severos de Jesus contra as autoridades da religião judaica. São três parábolas que descrevem a rejeição dos líderes judeus: Dos Dois Filhos (21.28-32), dos Lavradores Maus (vv.33-46), e a das Bodas (22.1-14). Na primeira, os líderes rejeitam a autoridade de Jesus e de João. Na segunda, repelem os profetas e o Filho. Na terceira, recusam-se a participar do Reino glorioso de Deus. Embora mantenha as devidas distinções, a Parábola das Bodas é paralela e reforça a mensagem da Parábola dos Lavradores Maus. De início pelo estilo literário e o uso do conectivo de ligação em 22.1. Depois, por meio da violência com que o Filho e os servos foram tratados (21.38,39; 22.8). Ainda, pela rejeição aos servos do rei e do Filho do vinhateiro. E por fim, a mensagem é dirigida ao mesmo grupo numa mesma ocasião. Quanto à mensagem central, tanto na Parábola dos Lavradores quanto das Bodas, o Reino de Deus é tirado das autoridades judaicas e concedido a outros – gentios (21.43; 22.9).


Prudentes e Imprudentes

A Parábola das Dez Virgens, Dois Servos (Mt 24-45-51), e a dos Talentos (Mt 25.14-30) são imagens escatológicas que se destinam a instruir a comunidade fiel a respeito da persistência e fidelidade cristã em aguardar a Vinda de Jesus Cristo. Nas três parábolas há um tema comum ligado por uma expressão padrão que designa tempo ou duração: “O meu Senhor tarde virá” (24.48); “e tardando o esposo” (25.5); “E, muito tempo depois” (25.19). Essas construções frasais representam a consideração que cada um desses agentes tinha a respeito do tempo de retorno do seu Senhor ou noivo: “aquele mau servo disse consigo”(24.48). Por considerarem que o seu senhor tardava viveram dissolutamente (24.49), não perseveraram (25.5), e negligenciaram as suas tarefas (25.19,25). O apóstolo Pedro argumenta que nos últimos dias muitos considerariam a promessa da Vinda do Senhor como tardia (2 Pe 3.8,9), por esta razão, viveriam em suas próprias concupiscências e zombarias (2 Pe 3.3), porém o “Dia do Senhor” se manifestaria de sobressalto (v.10). Portanto, recomenda: não “descaias da vossa firmeza” (v.17).


Servo Inútil

As três últimas ilustrações do Evangelho de Mateus são parábolas apocalípticas que ensinam a respeito dos últimos dias. Dentro do contexto do Evangelho, estão dispostas sequencialmente no longo discurso ou “sermão profético” (24-25). Cada uma das três ilustrações termina com uma sentença de condenação aos maus e negligentes (24.51; 25.11-12, 30, 46), e um convite festivo aos bons (24.47; 25.10, 21,34). Na Parábola dos Dois Servos, os escribas e fariseus são o “servo inútil”, pois devido ao conceito equivocado que possuem a respeito de Deus e de sua Lei (v. 24), e por viverem enclausurados em seu próprio sistema religioso, negligenciam a verdadeira espiritualidade e o serviço a favor dos santos e do Reino de Deus. A queixa dos fariseus, anciãos e escribas ao sumo sacerdote, demonstra a compreensão que tiveram da acusação de Jesus contra eles (Mt 26.3). No entanto, a crítica aos fariseus nesta parábola é atualizada para os dias de hoje, como uma referência ao uso adequado e diligente de nossas aptidões naturais e dos dons espirituais.




Fonte: Teologia & Graça

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Falece o pastor José Pimentel de Carvalho

Falece o pastor José Pimentel de Carvalho

Pastor Pimentel foi um dos grandes nomes da AD no Brasil






Faleceu nesta manhã de quinta-feira, aos 95 anos, o pastor José Pimentel de Carvalho, líder da Assembleia de Deus em Curitiba (PR) e um dos grandes nomes das Assembleias de Deus no Brasil, tendo, inclusive, presidido a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), órgão máximo da denominação no país, nos anos 60, 70 e 80.
A vida do pastor José Pimentel de Carvalho, que nasceu em 8 de fevereiro de 1916, sempre esteve ligada ao ensino da Palavra de Deus. Quando se converteu, aos 14 anos, foi incumbido de ensinar a Bíblia Sagrada para os demais, por ser a única pessoa na sua congregação que sabia ler. Em 1937, antes de a CPAD ser organizada como pessoa jurídica, pastor Pimentel já trabalhava na editora rodando o mimeógrafo. Ele foi consagrado pastor em 18 de maio de 1945. Pastor Pimentel chefiou o Departamento de Escola Dominical da CPAD por oito anos, e foi responsável pela criação das primeiras lições bíblicas para crianças. Presidiu a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) em seis mandatos e a presidência da Convenção das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Estado do Paraná (Cieadep) por vários mandatos, além de ter fundado o Instituto Bíblico das Assembleias de Deus no Paraná e a Associação Educacional do Paraná. Mas, bem antes dessa carreira vitoriosa na Seara do Mestre, os primeiros anos como crente em Jesus não foram nada fáceis, precisando até mesmo enfrentar as ameaças de homens com foices, pau e pedras que se opunham a simples pregação do Evangelho em sua cidade natal - Valença, no interior do Rio de Janeiro.


Durante um culto realizado em uma fazenda na cidade onde morava, quando o então adolescente José Pimentel era mais uma vez o pregador da noite, ele lia o capítulo 25 do Evangelho de Mateus enquanto, do lado de fora, uma turba mandada pelo fazendeiro, que se opunha aos pentecostais, ficou a observá-lo. O jovem Pimentel não esmoreceu e continuou a leitura. Durante a leitura, houve um quebrantamento na igreja e, ao término da leitura do texto bíblico, seis jovens haviam sido batizados no Espírito Santo. Na oração feita após a leitura, outro jovem cai sobre seus joelhos e é batizado no Espírito, se levantando em seguida em direção à turba na porta, falando em línguas estranhas e profetizando uma mensagem que tocou seus corações. Cheios de temor, eles deixaram a porta do templo, só voltando no dia seguinte para dizer que os cultos poderiam continuar. Foi nesse mesmo culto que Deus usou um irmão em profecia para o menino José Pimentel, dizendo: “Meu servo, continue que Eu estou contigo”. Essa manifestação sobrenatural foi interpretada pelos presentes como um estímulo para continuarem a pregar Cristo em um lugar carente do Evangelho.


Pastor Pimentel casou em 24 de maio de 1938 com Rosa Maria da Conceição (já falecida), com quem teve 9 filhos. No Rio de Janeiro, pastoreou as ADs em Cordovil e Penha, ambas na zona norte da capital fluminense. Liderou ainda a AD em Cabuçu, Itaboraí, no interior do Estado.
Em 1962, a convite do pastor Agenor Alves de Oliveira, assumiu a presidência da AD em Curitiba (PR). Presidiu a CGADB de 1964 a 1966, de 1973 a 1975, de 1975 a 1977, em 1977 mais uma vez, de 1981 a 1983 e de 1985 a 1987. Chegou ainda a ser secretário da CGADB por oito anos consecutivos. Desde 2006, é presidente de honra da Convenção das ADs no Paraná (Cieadep). Ele é também autor de dois hinos da Harpa Cristã, hinário oficial da denominação: os hinos 541 (“Calvário, Revelação do Amor”) e 620 (“Na Jornada para o Céu”).


Pastor Pimentel termina a sua carreira com milhares de vidas conquistadas para Jesus, um ministério aprovado por Deus, 81 anos de vida com Jesus e 66 anos de profícuo ministério pastoral. Como Paulo, pode dizer: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé; espera-me agora a coroa de justiça que receberei das mãos do meu Senhor”.

O corpo do pastor José Pimentel de Carvalho será velado a partir das 17 horas na sede da AD em Curitiba.


Redação CPAD News

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O significado dos nomes de Deus

O significado dos nomes de Deus



Nunca na história da igreja evangélica brasileira falou-se tanto sobre os nomes de Deus. Já existem até diversos hinetos que desfilam uma grande variedade de nomes divinos, muitas vezes cantados no idioma hebraico (nem sempre correto). Além dessa tendência, deve-se acrescentar o fato de que diversos nomes de Deus têm sido usados com freqüência de maneira quase que mágica no contexto evangélico atual. É só pronunciar este ou aquele nome divino para se conseguir a realização de qualquer desejo, conforme alguns.

A questão dos nomes e seus significados na Bíblia, particularmente os nomes de Deus, certamente merece atenção diante da grande desorientação hodierna. Inicialmente é preciso destacar que o propósito fundamental das Escrituras é revelar Deus ao ser humano. Portanto, os nomes de Deus na Bíblia têm a finalidade de revelar-nos o caráter e os atributos do próprio Deus. Cada nome divino revela-nos como Deus deseja ser conhecido por nós. Falam-nos sobre quem Deus é e como ele age em relação ao homem. É por este motivo que Deus aparece com vários nomes nas páginas sagradas.


Cada um desses nomes revela uma característica específica de Deus. Portanto, os nomes divinos não são “fórmulas mágicas” que funcionam de maneira pragmática. Não podemos tratá-los como “varas de condão” que fazem as coisas acontecer. Esse tipo de raciocínio equivocado têm levado muitas pessoas a acreditar que o simples “pronunciar” de um nome divino “libera” alguma energia espiritual poderosa. Nada pode estar mais longe da verdade. O nome divino tem real valor por causa do próprio Deus. O uso mágico do nome de Deus ou de Jesus não funciona, como não funcionou no caso dos filhos de Ceva (At 19.14-16).
Nem todos sabem que diferentemente da visão bíblica, o pensamento mágico pagão acreditava no poder autônomo da palavra mágica. A idéia pagã é que o mundo é regido por forças e poderem ocultos que podem ser domesticados por quem descobre certas fórmulas ocultas. Esta é a idéia do “abracadabra” e do “abre-te-sésamo”. No pensamento bíblico é Deus quem age, e não o homem que o controla por meio de fórmulas.


Talvez a maior confusão na prática esteja no mal uso da frase “o que vocês pedirem em meu nome, eu farei” (Jo 14.14 – NVI). A palavra de Jesus não significa que basta mencionarmos o seu nome, e tudo acontecerá automaticamente. Pedir alguma coisa “em nome de Jesus” significa pedir alguma coisa segundo a vontade de Deus (1Jo 5.14). Pedir em nome de Jesus é pedir o que Jesus pediria. Pedir em seu nome é como “agir por procuração”: não é a minha vontade que será feita por meio de Jesus, mas sim a vontade dele que se realizará por meio da minha oração.
Deus é descrito de maneira específica por diversos nomes hebraicos no Antigo Testamento. Entre eles merecem especial destaque os termos Elohim, Javé e Adonai. Elohim (e El) é o nome hebraico genérico para Deus. Seu significado etimológico é “força, poder”, e refere-se a Deus como criador, como ser transcendente e como Deus acima de todos os outros. Uma curiosidade interessante sobre o nome Elohim é que se trata de um substantivo em forma plural no hebraico; todavia o verbo que o acompanha na frase aparece no singular. Já o nome El é usado para compor outros nomes divinos (como El Shadai) e também para formar nomes hebraicos comuns como Daniel e Samuel.


Já o nome Adonai refere-se ao senhorio de Deus. O significado literal é senhor, mas nunca é usado para se referir ao homem. Adonai destaca a soberania também a plena soberania de Deus. Não há dúvida de que o nome que mais define o próprio Deus é Javé. O termo hebraico seria YHWH. Os judeus deixaram de pronunciar o nome divino por respeito, e a pronúncia perfeita se perdeu. Por esta razão as consoantes do nome YHWH receberam as vogais de Adonai, o que veio a gerar o nome Yehowah, conhecido em português como Jeová. Todavia, os estudiosos hoje concordam, principalmente com base nas antigas transliterações gregas, que o nome divino seria Yaweh, ou seja, Javé em português. Infelizmente nossa tradição consagrou o SENHOR como tradução de um nome tão específico e particular de Deus.


O significado de Javé é “Eu Sou” ou “Sempre estarei sendo”, ou como gostam os judeus “o Eterno”. A forma é uma abreviação do “Eu sou o que sou” dito por Deus a Moisés em Êxodo 3.13,14. Javé é o nome pessoal do Deus vivo que age na história de seu povo. É o Deus da aliança com o povo que sai do Egito, destacando a imanência divina. Por isso destaca-se em Javé o seu amor e a sua fidelidade para com o seu povo. Até hoje os judeus evitam pronunciar o nome mais sagrado de Deus para não usá-lo em vão. Podemos imaginar a dificuldade dos mesmos diante da declação de Jesus em João 8.58 que afirmou “Eu sou”. A identificação de Jesus com Javé ficou mais do que clara.


Além disso, Deus é descrito na Bíblia por alguns outros nomes, muitos nomes compostos e diversas metáforas e figuras. Todavia, segue uma boa lista dos principais nomes divinos que aparecem na Bíblia e com o seu significado:

El Kanah – Deus Zeloso
El Guemulot – Deus das recompensas
El Guibbor – Deus Valente, poderoso
El Elyon – Deus Altíssimo


Autor: Prof. Luis Sayão


Adaptado por: Marcello de Oliveira
Fonte: PrazerdaPalavra

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Jornal O Atalaia da Paz

Jornal O Atalaia da Paz



Amigos leitores, venho por meio deste, informar a todos os interessados em ler o jornal O Atalaia da Paz, que envie-me por e-mail (segue o e-mail abaixo) o endereço de domicílio ou endereço de sua igreja, para que receba todas as informações necessárias para adquirimento do jornal e formação de parcerias, bem como exemplares. 
Estamos em uma produção média de 5000 exemplares, atendendo mais de 16 cidades e diversas igrejas.
Com conteúdo edificante, como por exemplo artigos, informações de eventos, palavra pastoral, missões e etc.
Vale a pena conferir!

Envie-nos um e-mail!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

TEOLOGIA PARA LEIGOS

TEOLOGIA PARA LEIGOS

Por Esdras Bentho

"Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus; antes, falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus” (1Co 2.17).

TEOLOGIA E TEÓLOGO

Modernamente, a Teologia é o discurso racional da revelação de Deus, dos fundamentos da fé, dos credos cristãos ou da tradição religiosa. Na acepção do vocábulo grego, o teólogo é tanto o que fala a Palavra de Deus quanto aquele a quem o Eterno fala. Confunde-se assim, com os profetas da antiguidade bíblica. Todavia, há tantas teologias que é difícil saber quando realmente Deus fala por meio de um teólogo!

CLASSIFICAÇÃO DA TEOLOGIAA Teologia está classificada em cinco principais ramos: Exegética, Histórica, Bíblica, Sistemática e Prática.
O Teólogo deve conhecer essas cinco áreas para desempenhar adequadamente suas funções docente, eclesiástica, pastoral e editorial.


A FUNÇÃO DA TEOLOGIA PARA O MUNDO
A Teologia, designada como ciência, cumpre uma função interdisciplinar em uma época de grande interesse religioso. Ela, juntamente com outras ciências como a Antropologia, a Sociologia e a Filosofia, procura responder ao homem moderno o sentido de “ser-no-mundo”, a importância e necessidade do sagrado, e os dilemas humanos nem sempre explicados adequadamente por apenas uma área do conhecimento. A Teologia enquanto ciência da religião não possui caráter dogmático, mas reflete sobre a religiosidade humana em um mundo plural e multicultural.


A FUNÇÃO DA TEOLOGIA PARA A IGREJA
A Teologia como explicação da fé e da Sagrada Escritura é um discurso acerca dos mistérios da fé e das doutrinas cristãs. A explicação da doutrina é uma narração teológica dirigida à comunidade da fé com vistas à edificação coletiva. Na igreja, a docência teológica é realizada pelo magistério local, por meio de seus obreiros, e pela cooperação de ensinadores leigos.


FALSOS ARGUMENTOS CONTRA O ESTUDO DA TEOLOGIA
Falsos argumentos têm sido usados contra o estudo da Teologia. Muito embora esses argumentos procedam de pessoas bem intencionadas e consideradas santas ou piedosas em suas igrejas não é verdade que:


1) A Teologia impede a manifestação do Espírito Santo;
2) A Teologia destrói a fé do crente;
3) A Teologia “apaga” o fervor espiritual;
4) A Teologia divide os crentes em vez de os unir;
5) A Teologia é desnecessária ao conhecimento de Deus;
6) A Teologia se opõe às Escrituras;
7) A Teologia e a experiência cristã se contradizem;
8) A Teologia “forma” pessoas que só sabem criticar.


ARGUMENTOS A FAVOR DO ESTUDO DA TEOLOGIA NA IGREJA
A Teologia é o estudo e o discurso organizado da doutrina cristã. Muito embora as doutrinas estejam contidas nas Sagradas Escrituras, elas não estão organizadas sistematicamente para o estudo e compreensão. Assim, a Teologia é necessária para:


a) Organizar sistematicamente as doutrinas das Escrituras;
b) Demonstrar a lógica, progresso e harmonia das Escrituras, sua história e ensinos.


Ao contrário do que os céticos e críticos pensam, o Cristianismo é uma religião letrada. A maioria dos cristãos leem regularmente as Escrituras e muitos já leram a Bíblia mais de uma vez. Isso sem falar nas Universidades, criadas desde a Idade Média, cujos ensinos baseavam-se na veracidade e autoridade das Escrituras. Ora, é de supor que uma religião letrada explique sua fé inteligentemente. É a Teologia que explica inteligentemente a fé e as doutrinas das Escrituras. A Teologia fortifica a fé através da razão. Isto posto, a Teologia é necessária para:


c) Os crentes explicarem os fundamentos da fé;
d) Os crentes compartilharem dos ensinos de forma lógica e metódica;
e) Os cristãos crescerem no conhecimento das Escrituras.


A Teologia é o alimento da alma do crente e um dos fundamentos da fé. A Palavra de Deus é o alimento da alma, da vida contemplativa. Assim, a Teologia fortalece a alma e a fé à medida que descortina os mistérios de Deus e das Escrituras. A Teologia procura, portanto, um equilíbrio entre emoção e razão, conhecimento e fé, vida teologal e pública. Por esta razão a Teologia é necessária à:


f) Edificação, exortação e consolação do crente;
g) Vida teologal, íntima, de comunhão com Deus através do Espírito e das Escrituras
h) Visão ministerial.


É claro que a Teologia é importante e necessária à outras instâncias da fé e da esfera pública da religião, no entanto, para os fins a que esse texto se destina bastam as razões apresentadas.



Fonte: Teologia e Graça